quinta-feira, 21 de maio de 2009
As 7 pragas da Amazônia
1 FOGOAs queimadas causam perdas de 121 milhões de dólares por ano. Considerada a emissão de carbono, os prejuízos chegam a 5 bilhões de dólares.
2 MADEIREIRASHá mais de 3 000 empresas cortando árvores. Para cada unidade retirada, os madeireiros danificam pelo menos outras quinze árvores.
3 ESTRADASMais de 80% das queimadas acontecem perto das rodovias. A colonização se dá ao longo de 100 000 quilômetros de estradas clandestinas.
4 GARIMPOSAlém de poluírem os rios e devastarem reservas ambientais, os garimpeiros foram responsáveis pela chegada da aids às aldeias indígenas.
5 PASTAGENSA soja avança sobre pastos antigos e capitaliza pecuaristas, que abrem novas áreas na mata. Cerca de 12% da Amazônia já virou pasto.
6 CORRUPÇÃO Só a Operação Curupira, realizada em junho, prendeu 47 funcionários do Ibama envolvidos na exploração ilegal da floresta.
7 BUROCRACIADe 539 milhões de reais em multas aplicadas em 2004, só 63 milhões de reais foram pagos e apenas 3 milhões de reais ficaram com o Ibama.
2 MADEIREIRASHá mais de 3 000 empresas cortando árvores. Para cada unidade retirada, os madeireiros danificam pelo menos outras quinze árvores.
3 ESTRADASMais de 80% das queimadas acontecem perto das rodovias. A colonização se dá ao longo de 100 000 quilômetros de estradas clandestinas.
4 GARIMPOSAlém de poluírem os rios e devastarem reservas ambientais, os garimpeiros foram responsáveis pela chegada da aids às aldeias indígenas.
5 PASTAGENSA soja avança sobre pastos antigos e capitaliza pecuaristas, que abrem novas áreas na mata. Cerca de 12% da Amazônia já virou pasto.
6 CORRUPÇÃO Só a Operação Curupira, realizada em junho, prendeu 47 funcionários do Ibama envolvidos na exploração ilegal da floresta.
7 BUROCRACIADe 539 milhões de reais em multas aplicadas em 2004, só 63 milhões de reais foram pagos e apenas 3 milhões de reais ficaram com o Ibama.
Fonte : Especial da Revista Veja . Leonardo Coutinho
LOCALIZAR
AMAZÔNIA LEGAL (BRASILEIRA) É cerca de 61% do território brasileiro.Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. Sendo :AMAZÔNIA OCIDENTAL Amazonas, Acre, Rondônia e RoraimaAMAZÔNIA ORIENTALPará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso. Ver mapa http://www.ada.gov.br/amazonia/geografica.asp .AMAZÔNIA CONTINENTALBrasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Republica da Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
ESTADOS QUE MAIS DESMATAMMato Grosso, Pará e Rondonia..
ESTADOS QUE MAIS DESMATAMMato Grosso, Pará e Rondonia..
ALERTAR
Especial da Revista VejaO risco de pagar para ver
No ritmo atual, a devastação mudará o ciclo de chuvas e logo poderá ser tarde demais para salvar a Floresta Amazônica
A Floresta Amazônica está sendo devastada como se nunca fosse acabar. Já não é possível continuar nesse ritmo, pois estamos nos aproximando do ponto em que não haverá mais volta. Simulações feitas em computador pelo meteorologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de São José dos Campos, indicam que a floresta desaparecerá quando a perda atingir entre 40% e 60% da cobertura vegetal. Não falta muito, pois nos últimos quarenta anos a mata encolheu 17%. A razão disso é o delicado equilíbrio do sistema de chuvas na região. Metade da precipitação pluviométrica é formada pelas massas de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico, uma fonte inesgotável de umidade. O restante é alimentado pela transpiração das plantas e pela evaporação da água dos rios, do solo e da superfície das folhas. Essa fonte é destruída com a vegetação. No ritmo atual de devastação, a maior floresta tropical do planeta será substituída por uma vegetação típica de cerrado em apenas cinqüenta anos. Ou em trinta, de acordo com o prognóstico mais pessimista, que levou em conta a possível aceleração no ritmo de desmatamento. "Como metade da chuva na Amazônia é criada pela própria floresta, a destruição será muito mais rápida e irreversível do que foi a da Mata Atlântica, onde a chuva depende sobretudo da umidade vinda do mar", diz o engenheiro agrônomo Enéas Salati, diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, do Rio de Janeiro, e autor do estudo que desvendou o ciclo hidrológico da Amazônia. A redução do volume das chuvas seria apenas uma das conseqüências do rompimento do ciclo das águas na Amazônia. O calor que antes era amenizado pela evaporação da água retida na mata passaria a se concentrar no ar, provocando o aumento da temperatura. O clima da região ficaria mais quente e seco, o que dificultaria a sobrevivência de plantas e animais habituados ao ambiente úmido atual. Uma simulação em computador do que aconteceria com o ambiente da Floresta Amazônica indica que alterações significativas devem começar a ocorrer quando a perda de cobertura vegetal chegar a 20% – ou seja, um índice que estamos próximos de atingir. "Se o ritmo da devastação não for contido, em poucas décadas toda essa biodiversidade desaparecerá da superfície terrestre sem que o homem tenha sequer sido capaz de conhecer toda a sua riqueza", diz o biólogo americano Thomas Lovejoy, presidente do Centro H. John Heinz III para Ciência, Economia e Meio Ambiente, dos Estados Unidos. Ruth Costas Edição 1926 . 12 de outubro de 2005 O clima em colapso
INFORMAR
Reportagens sobre desmatamento, riquezas, povo, etc. Glossário
Amazonia.org.brBase de dados sobre a Amazônia na web, atualizada com notícias, artigos, documentos, fotografias, vídeos, agenda de eventos e muita informação. www.amazonia.org.br
Amazônia Legal (9 Estados)Amazônia Legal, Cursos, Denúncias, Desmatamento, Ecologia, Economia, Ecoturismo, Folclore, Fotos, Hotéis, Institutos, Jornais, Lazer, Lendas, Literaturas, Mapas, Meio Ambiente, Notícias, ONGs, Produtos Naturais, Projetos, Plantas Medicinais, Reciclagem, Shopping, Indígenas, Turismo.www.amazonialegal.com.br
INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da AmazôniaÓrgão da Administração Direta do Ministério da Ciência e Tecnologia, o INPA - foi criado com a finalidade de realizar o estudo científico do meio físico e das condições de vida da região amazônica, tendo em vista o bem estar humano e os reclamos da cultura, da economia e da segurança nacional. Sua missão é gerar, promover e divulgar conhecimentos científicos e tecnológicos sobre a Amazônia Brasileira para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais em benefício, principalmente, da população regional.Ao longo de cinco décadas, vem assumindo responsabilidade crescente na tarefa de produzir conhecimento, estabelecendo um compromisso com o desenvolvimento sustentável, a defesa do meio ambiente e de seus ecossistemas, expandindo os estudos sobre a biodiversidade, a sociodiversidade, os recursos florestais e hídricos.www.inpa.gov.br os
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Imagens e Dados de Satélites www.inpe.br/ Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite PROJETO PRODES http://www.obt.inpe.br/prodes/ iciais,Embrapa http://www.queimadas.cnpm.embrapa.br/Sobre a Amazônia :www.webciencia.com Embrapa Amazônia OrientalAgronegócio www.cpatu.embrapa.br Bibioteca virtual Agropecuária na Amazônia http://www2.prossiga.br/agropecuaria/index.html IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Manejo Florestal
SOLUCIONAR
A Amazônia não pode esperarCientistas apontam soluções urgentes para tirar a região do atraso e preservar a naturezaLeia depoimentos dos cientistas:http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/121005/amazonia_depoimentos.html#topo Revista Veja
CONSCIENTIZAR
Certificação de ProdutosAo comprar produtos florestais exija o selo FSC para ter a garantia que eles provém de florestas manejadas de acordo com critérios rigorosos e não predatórios. http://www.fsc.org.br/
DENUNCIAR
A destruição da AmazôniaReportagem do Fantástico de 18.12.2005 Exclusivo! Os repórteres do Fantástico passam 15 dias na selva amazônica para denunciar um escândalo. Você vai acompanhar agora - passo a passo - uma operação que envolve suborno, negociatas, irregularidades e atentados contra a natureza. Entre julho e novembro de 2005, uma equipe do Greenpeace, uma organização internacional de defesa do meio-ambiente, esteve diversas vezes na Região Nordeste do estado de Rondônia para investigar o comércio ilegal de madeira. Eles apresentaram-se como compradores interessados em adquirir madeira.A última negociação aconteceu há duas semanas. E foi acompanhada de perto por uma equipe de reportagem do Fantástico. Tudo foi gravado com câmeras escondidas. (ver vídeo)
Fazendeiros desmatam para plantar soja.
Ibama - Fiscalização
Exército Brasileiro na Amazôniahttp://www.exercito.gov.br/03Brafor/Amazonia/indice.htm
Não compre animais silvestresRede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres - RENCTAS.
MMA - Ministério do Meio AmbienteA Secretaria de Coordenação da Amazônia foi criada junto com o Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, em 1993, com o objetivo de implementar as políticas difundidas por esse Ministério para a Região Amazônica e exercer as atividades de secretaria-executiva do Conselho Nacional da Amazônia Legal - CONAMAZ, presidido pelo Presidente da República e composto por todos os Ministros e Governadores dos 9 estados da Amazônia Legal.www.mma.gov.br
PRESSIONAR
Órgãos oficiaisGoverno do Mato Grosso Governo do Pará Governo de Rondônia Governo do AmazonasGoverno do Acre Secretaria de Planejamento do Estado do AcreGoverno Brasileiro
APOIAR
ONG’s e FundaçõesAmazonlink (AC)SOS Amazônia (AC) Amazon WatchFundação Vitória AmazôniaGreenpeaceInstituto do Homem e Meio Ambiente da AmazôniaWWF BrasilCoordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira http://www.coiab.com.br/ Comissão Pró-Yanomami Funai
DESENVOLVER
GTA - Grupo de Trabalho Amazônico - PrincipalO Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), fundado em 1992, reúne 602 entidades filiadas e está estruturado em nove estados da Amazônia Legal e dividido em dezoito coletivos regionais. Fazem parte da Rede GTA organizações não-governamentais (ONGs) e movimentos sociais que representam seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais, ribeirinhos, comunidades indígenas, agricultores familiares, quilombolas, mulheres, jovens, rádios comunitárias, organizações de assessoria técnica, de direitos humanos e de meio ambiente. Projetos, campanhas, links, parceiros, etc.www.gta.org.br
IPAM : Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia Busca alertar a população contra as conseqüências negativas e positivas de ocupação, mostrar as alternativas de manejo que conservam os recursos naturais, formar os recursos humanos para gerenciar o processo de ocupação e promover políticas que criam as condições para mudar o atual modelo de desenvolvimento. http://www.ipam.org.br/
Amigos da TerraA entidade atua na promoção do uso sustentável dos produtos florestais, na prevenção do fogo, no atendimento a comunidades isoladas e na formulação e acompanhamento de políticas públicas. http://www.amigosdaterra.org.br
Agência de Desenvolvimento da AmazôniaObjetivos : Gerar, catalisar e difundir o conhecimento global sobre a Amazônia;Propor políticas e ações de interesse para o desenvolvimento regional;Buscar fontes alternativas de financiamento, inclusive no nível internacional;Atuar como fonte de informação sobre oportunidades de investimentos na Amazônia;Apoiar decisões de empresários e potenciais investidores na Amazônia; e desenvolver marketing institucional e da Amazônia, como marca global.Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e Incentivos Fiscais www.ada.gov.br
SECTAM - Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. Órgão do governo estadual encarregado de coordenar, executar e controlar as atividades relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico e à proteção e conservação do meio ambiente, no Pará. http://www.sectam.pa.gov.br
Grupo de Pesquisa Amazônia 21 www.gpa21.org
Bolsa Amazônia - Negócios Sustentáveis no Século XXIProdutos www.bolsaamazonia.com
Secretaria de Turismo do Amazonas
SEBRAEServiço de Apoio às Micro e Pequenas Empresashttp://www.sebrae.com.br/ vários estadosOutras instituições
ATUALIZAR
Notícias locais e entretenimento.www.portalamazonia.globo.com www.diariodaamazonia.com.br www.amazonia.com.br http://www.amazoniajornal.com.br/
Coletânea : GUIA RH www.guiarh.com.br .
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Sonhos...
Hoje passei passei por um caos...E, em outro momento da manhã crianças me abraçaram e disseram que estavam sonhando com algo que eu criei...parecia um fã clube de olhos entusiasmado...assim são os sonhos
Onde você coloca o sal?
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. -'Qual é o gosto?' -perguntou o Mestre. -'Ruim' - disse o aprendiz. O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a umlago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse: -'Beba um pouco dessa água'. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: -'Qual é o gosto?' -'Bom!' disse o rapaz. -'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre. -'Não' disse o jovem. O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse: - A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde acolocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É darmais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É Deixar de ser copo para tornar-se um lago.
Pessoas boas e pessoas más
Conta uma lenda popular do Oriente Próximo que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou por sua vez o ancião.− Oh, um grupo de egoístas e malvados, replicou o rapaz. − Estou satisfeito de haver saído de lá. A isso o velho replicou:−A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntoulhe:− Que tipo de pessoas vivem no lugar de onde você vem?O rapaz respondeu:− Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestar, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá−las.− O mesmo encontrará por aqui, respondeu o ancião.Um homem, que havia escutado as duas conversas, perguntou ao velho:− Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?Ao que o velho respondeu:− Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive.
Extraído do livro "Transformar é possível" da Associação Comunitária Monte Azul.
Extraído do livro "Transformar é possível" da Associação Comunitária Monte Azul.
A Importância Da Afetividade Para O Aprendizado Da Criança
O presente artigo tem o propósito de tentar elucidar as idéias existentes acerca do conceito de afetividade na escola, amplamente colocado para nós futuras pedagogas.
Tal conceito não é muito difícil de ser explicado, pois se envolve no campo da Psicologia da educação.
Com uma maior divulgação das idéias de Vygotsky, vem se configurando uma visão essencialmente social para o processo de aprendizagem. Numa perspectiva histórico-cultural, o enfoque está nas relações sociais. É através da interação com outros que a criança incorpora os instrumentos culturais.
Vygotsky (1994), ao destacar a importância das interações sociais, traz a idéia da mediação e da internalização como aspectos fundamentais para a aprendizagem, defendendo que a construção do conhecimento ocorre a partir de um intenso processo de interação entre as pessoas. Portanto, é a partir de sua inserção na cultura que a criança, através da interação social com as pessoas que a rodeiam, vai se desenvolvendo.
Apropriando-se das práticas culturalmente estabelecidas, ela vai evoluindo das formas elementares de pensamento para formas mais abstratas, que a ajudarão a conhecer e controlar a realidade. Nesse sentido, Vygotsky destaca a importância do outro não só no
processo de construção do conhecimento, mas também de constituição do próprio sujeito e de suas formas de agir.
Segundo o autor, o processo de internalização envolve uma série de transformações que colocam em relação o social e o individual. Afirma que “todas as funções no desenvolvimento da criança aparecem duas vezes: primeiro, no nível social, e, depois no nível individual; primeiro entre pessoas (interpsicológica), e, depois, no interior da criança (intrapsicológica).” (p. 75).
Partindo desse pressuposto, o papel do outro no processo de aprendizagem torna-se fundamental. Consequentemente, a mediação e a qualidade das interações sociais ganham destaque.
Por isso a importância do educando interagir com os colegas, com seus familiares e com os professores.
Cada criança tem características próprias tem aquelas mais tímidas (que demoram interagir com o grupo), essas precisam de estímulos para garantir a interação. Outras são bem agitadas e interagem com mais facilidade.
O professor tem que conhecer a sua turma para saber lidar com todos os tipos de situação, porque o educando necessita na maioria das vezes da intervenção do professor para que ele se sinta seguro para se relacionar com o grupo e assim garantir uma troca de saberes.
A afetividade:
Existe uma grande divergência quanto à conceituação dos fenômenos afetivos. Na literatura encontra-se, eventualmente, a utilização dos termos afeto, emoção e sentimento, aparentemente como sinônimos. Entretanto, na maioria das vezes, o termo emoção encontra-se relacionado ao componente biológico do comportamento humano,
referindo-se a uma agitação, uma reação de ordem física. Já a afetividade é utilizada com uma significação mais ampla, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas e essencialmente humanas.
A partir da prática docente presente na vida profissional do educador, observa-se que as crianças de aproximadamente 9 anos de idade apresentam comportamentos, atitudes, dificuldades na área cognitiva, intelectual, física e social, pre-relacionados às questões da afetividade.
Para que todas as habilidades que estas crianças possuem na faixa etária de 9 anos, são necessárias um pleno desenvolvimento humano. Contudo, as mesmas necessitam conviver em um ambiente onde as relações afetivas se fazem presente como na escola, em casa, na comunidade e nos demais meios que as cercam.
Segundo pesquisas sobre a teoria de Wallon, entendemos afetividade como uma das etapas pela qual percorre a criança desde a primeira infância. Um recém- nascido, mesmo antes de instituir uma relação no sentido de conhecer e descobrir o mundo físico possui um sentimento de afetividade. Dependendo de sua condição familiar e o ambiente que vive, esta “emoção” gerada o acompanhará pelo resto de sua vida
Afetividade como domínio funcional é uma das etapas que a criança percorre, Segundo WALLON (1981), um recém-nascido antes de instituir uma relação no sentido de conhecer, descobre o mundo físico, permanece por um período voltado a si mesmo, como se estivesse desenvolvendo determinadas habilidades para posteriormente interagir com o mundo.
A afetividade simples se manifesta em expressões motoras, que vai evoluir para o comportamento mais complexo, mais tarde a comunicação se diversifica através da linguagem, suprimindo em parte a sensibilidade orgânica pela sensibilidade oral, e assim a linguagem vai cada vez mais desenvolvendo a sensibilidade da criança, tornando a comunicação oral uma forte relação de negociação consigo mesma.
A afetividade estende-se às etapas evolutivas, sendo a primeira ligada à base orgânica refletida no bem estar ou mal estar, com início no estágio de impulso próprio, nos primeiros dias de vida do bebê. Com influência do meio, a afetividade orgânica se manifesta em gestos simples transformando-se em meios de expressão diferenciados refletidos no período emocional.
Podemos observar que na teoria Waloniana a afetividade é o ponto de partida do desenvolvimento do indivíduo. É a partir da organização do contato com o outro, que a criança cria um vínculo afetivo com a mãe através da amamentação que logo é substituído por uma relação mais estreita de contentamento tanto para a criança quanto para a mãe.
Nesse período, as relações familiares são de extrema importância para o crescimento e o desenvolvimento do homem, pois o meio é uma circunstância de modelagem e significação para o indivíduo. Aos poucos a diferenciação do meio social e suas mudanças passam a formar grupos que vão conquistando a afetividade de maneira diferenciada de si e dos outros, e consequentemente a base do seu próprio “eu”. Mas essa formação de personalidade, segundo WALLON (1981), acontece de forma gradativa passando por um processo que percorrerá os estágios do desenvolvimento.
Também inclui os sentimentos, a afetividade que é subjetiva tendo mais duração e maior significado. As emoções por sua vez são verdadeiros sintomas imediatos como fortemente orgânicos. Segundo WALLON (1981), a emoção deve ser diferenciada de algumas manifestações afetivas. Em sua teoria, verificamos que o relevante seria a emoção refletida na sala de aula, pois a escola muitas vezes só mantém a função de transmissora do conhecimento, ignorando o trabalho paralelo do desenvolvimento humano, relacionado ao aspecto cognitivo, pois na verdade, os aspectos afetivos são considerados como processos distantes da relação do conhecimento.
Assim é desconsiderada também a relação entre a afetividade e a inteligência, enquanto que os dois aspectos são concomitantes entre si, pois ao mesmo tempo em que a afetividade se estende ao desenvolvimento do indivíduo, a inteligência caminha paralelamente, a esse processo de desenvolvimento integrado.
O aspecto motor fica como uma ação que altera o desempenho cognitivo e intelectual, associando à falta de atenção e compreensão as regras na sala de aula.
A comunicação na relação educativa tende a eliminar esse aspecto, considerado uma ameaça no desenvolvimento da aprendizagem, concentração das crianças, interpretando a disciplina. De acordo com WALLON (1981), os movimentos podem gerar emoções e ser representados neles, facilitando sua aprendizagem.
A criança pode indicar estados emocionais, partindo dos movimentos por elas executados, e que devem ser levados em consideração no contexto da sala de aula.
Na verdade, as atitudes dos professores diante da alegria, do medo ou da tristeza são variadas, procurando mostrar ao aluno que o seu comportamento foi inoportuno naquele momento, e que o desagradou.
Por esse motivo, os professores necessitam ter acesso a mecanismos que reduzam a emoção, ou que ao menos os deixem menos vulneráveis a ela.
A representação é uma forma de reduzir uma crise emocional, algumas técnicas como dramatização, desenho, relato oral, podem ser usados com o intuito de resolver os conflitos que surgiram e proporciona a estabilidade emocional a todos.
Na teoria Walloniana o meio, tanto físico como social em que a criança vive é muito importante, exercendo uma grande influência no desenvolvimento da mesma.
Nas relações humanas, os estímulos cognitivos e afetivos são extremamente importantes na construção do sujeito.
Todo trabalho desenvolvido pelo professor na escola depende de envolvimento afetivo, por parte do trabalhador.
Esta relação afetiva trará enorme contribuição para a educação.
Segundo ANTUNES (2006, p.85):
O aluno sente que seus professores constituem equipe com uma finalidade e que esta se valoriza pela intensidade com que se respeita, respeita sua individualidade e a inteligência e age com espontaneidade afetiva.
Esta prática se faz necessária para o próprio exercício do processo educativo, não deixando de lado a realidade de que, enquanto seres humanos, os professores possam ter dificuldades para estabelecer relações afetivas com alguns os alunos, até porque estas interferências deverão ser resolvidas ao longo do seu trabalho, mesmo porque para isso deverão estar sempre em contato com novas metodologias, pois influirá em sua educação pessoal e profissional.
Vale-se dizer então que além das metodologias usadas deve-se prevalecer o bom senso do educador a respeito da utilização de novas técnicas na aprendizagem, ressaltamos a necessidade da existência de relações educacionais no ambiente da sala de aula. Sabemos que é mediante o estabelecimento de vínculos que ocorrem o processo de ensino – aprendizagem, mas estes vínculos precisam ser significativos e prazerosos.
Para que a aprendizagem aconteça é necessário que se institua em um ambiente onde o ajustamento afetivo seja a condição primordial.
Os estudos dos teóricos sobre afetividade, e a partir de pesquisas, perceberam a interação que existe entre o ambiente familiar e a escola como o segundo ambiente socializado
A criança que vive em ambiente familiar equilibrado e que lhe oferece e condições mínimas de experimentar e expressar suas emoções tem chances de lidar com maior
segurança tranqüilidade com seus sentimentos e pode, dessa maneira, trabalhar com seus sucessos e fracassos de forma mais adequada.
(MARTINELLI, 2001, p. 114)
Também na escola será apresentada aos alunos uma gama divergente de opiniões, pois nesse ambiente estarão inseridas diversas pessoas que pensam e agem distintamente.
De acordo com o princípio de globalidade, um dos pressupostos básicos da teoria sistêmica é que toda e qualquer parte de um sistema está relacionado com as demais partes, e a mudança em alguma delas provocará transformações nas demais e conseqüentemente afetará o sistema total.
Nesse sentido, a criança precisa envolver-se em um ambiente escolar de modo a sentir-se acolhida em todos os sentidos, para que seja possibilitado seu desenvolvimento em sua totalidade, sem descaracterizar suas origens.
A adaptação ao ambiente escolar, principalmente no início da escolarização, bem como as exigências demandadas por ela, pode ser motivo de muitas angústias e geradora de insegurança por parte dos sujeitos envolvidos nesse processo, que se vêem obrigados a
corresponder às exigências tanto dos pais quanto dos educadores. Seu desempenho, sempre colocado à prova, é visto como motivo de status e aceitação, tanto por parte dos adultos como por seus pares. Passar por uma situação de fracasso ou que coloque sua capacidade em dúvida pode gerar um desconforto e um sentimento de desvalorização, que uma vez prolongado pode gerar problemas mais sérios de adaptação da conduta, além de afetar de maneira intensa a confiança e o valor atribuído a si mesmo. (MARTINELLI, 2001, p.114).
Portanto, a criança deverá sentir-se segura, acolhida e protegida por todos envolvidos no seu processo de aprendizagem, e para tanto é necessário que a família, comunidade e escola estejam sempre presentes.
Partindo dessa teoria, verificamos a real necessidade da participação de que todos estejam comprometidos, e com o mesmo objetivo, demonstrando afetividade para que a criança possa ter condições de desenvolver plenamente seu cognitivo.
O aluno também não é mais o mesmo, ele interage com o mundo recebendo informações cotidianas através dos variados meios de comunicação.
Ele necessita desse processo para ativar seu conhecimento, movimentar seu corpo mobilizando-se para a aprendizagem
Na sociedade em que vivemos a família é o alicerce, o ponto referencial de qualquer criança. Portanto, falta da companhia dos pais, os maus exemplos dos mesmos podem acarretar problemas, nas escolhas de seus filhos, para o resto de suas vidas. Pois, a formação de seu caráter, suas expectativas, sua concepção do mundo gira em torno dos conceitos, que seus pais, sua família lhes ensinou. Mesmo que na idade adulta o filho decida seguir um caminho diferente daquele estipulado durante sua infância levará
sempre consigo os ensinamentos, os exemplos mais claros que lhes foram passados.
Portanto, uma criança que cresce em um ambiente de discórdias, pode sofrer duas reações, ou ela segue o exemplo de seus pais porque viu, aprendeu e não soube em sua adolescência que é uma fase de escolhas.
É nesta fase que o indivíduo mais necessita de compreensão e afetividade para que possa distinguir o certo do errado, ou ele passará a ver determinadas atitudes como algo monstruoso, algo que jamais faria em hipótese alguma.
Podemos observar, por exemplo, o caso de pais alcoólatras, pais usuários de drogas, etc. A criança cresce no meio dessa família, e fica sem saber o que é certo ou não, podendo formar dentro da sua mentalidade um horror ou uma entrega, uma aceitação momentânea que mais tarde trará sérias conseqüências.
Esta situação, e muitos outros fatores, podem envolver a criança e influenciar em sua formação, tornando difícil e demorada sua adaptação em sala de aula.
É a partir deste momento que a presença da professora vai fazer a diferença, em seu comportamento, seu aprendizado, sua socialização, sua auto-estima. A criança passa sentir que faz parte do processo em que está inserida.
Deve ficar claro que depende da afetividade da professora, para que o aprendizado desta criança seja efetivo.
Na realidade o professor, com sua compreensão e participação, passa ser um sujeito que faz parte da história pessoal de cada aluno, e não apenas um mero transmissor de conhecimento. Porque é a partir da interação entre aluno e professor, que se estabelecem as afinidades ou afetividade.
Com essas atitudes do professor, elimina ou diminui o fator de risco na aprendizagem de seus alunos.
Essa relação educativa do professor é a maior e pura demonstração de amor, carinho a profissão, e forma de afetividade aos seus alunos.
Tal conceito não é muito difícil de ser explicado, pois se envolve no campo da Psicologia da educação.
Com uma maior divulgação das idéias de Vygotsky, vem se configurando uma visão essencialmente social para o processo de aprendizagem. Numa perspectiva histórico-cultural, o enfoque está nas relações sociais. É através da interação com outros que a criança incorpora os instrumentos culturais.
Vygotsky (1994), ao destacar a importância das interações sociais, traz a idéia da mediação e da internalização como aspectos fundamentais para a aprendizagem, defendendo que a construção do conhecimento ocorre a partir de um intenso processo de interação entre as pessoas. Portanto, é a partir de sua inserção na cultura que a criança, através da interação social com as pessoas que a rodeiam, vai se desenvolvendo.
Apropriando-se das práticas culturalmente estabelecidas, ela vai evoluindo das formas elementares de pensamento para formas mais abstratas, que a ajudarão a conhecer e controlar a realidade. Nesse sentido, Vygotsky destaca a importância do outro não só no
processo de construção do conhecimento, mas também de constituição do próprio sujeito e de suas formas de agir.
Segundo o autor, o processo de internalização envolve uma série de transformações que colocam em relação o social e o individual. Afirma que “todas as funções no desenvolvimento da criança aparecem duas vezes: primeiro, no nível social, e, depois no nível individual; primeiro entre pessoas (interpsicológica), e, depois, no interior da criança (intrapsicológica).” (p. 75).
Partindo desse pressuposto, o papel do outro no processo de aprendizagem torna-se fundamental. Consequentemente, a mediação e a qualidade das interações sociais ganham destaque.
Por isso a importância do educando interagir com os colegas, com seus familiares e com os professores.
Cada criança tem características próprias tem aquelas mais tímidas (que demoram interagir com o grupo), essas precisam de estímulos para garantir a interação. Outras são bem agitadas e interagem com mais facilidade.
O professor tem que conhecer a sua turma para saber lidar com todos os tipos de situação, porque o educando necessita na maioria das vezes da intervenção do professor para que ele se sinta seguro para se relacionar com o grupo e assim garantir uma troca de saberes.
A afetividade:
Existe uma grande divergência quanto à conceituação dos fenômenos afetivos. Na literatura encontra-se, eventualmente, a utilização dos termos afeto, emoção e sentimento, aparentemente como sinônimos. Entretanto, na maioria das vezes, o termo emoção encontra-se relacionado ao componente biológico do comportamento humano,
referindo-se a uma agitação, uma reação de ordem física. Já a afetividade é utilizada com uma significação mais ampla, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas e essencialmente humanas.
A partir da prática docente presente na vida profissional do educador, observa-se que as crianças de aproximadamente 9 anos de idade apresentam comportamentos, atitudes, dificuldades na área cognitiva, intelectual, física e social, pre-relacionados às questões da afetividade.
Para que todas as habilidades que estas crianças possuem na faixa etária de 9 anos, são necessárias um pleno desenvolvimento humano. Contudo, as mesmas necessitam conviver em um ambiente onde as relações afetivas se fazem presente como na escola, em casa, na comunidade e nos demais meios que as cercam.
Segundo pesquisas sobre a teoria de Wallon, entendemos afetividade como uma das etapas pela qual percorre a criança desde a primeira infância. Um recém- nascido, mesmo antes de instituir uma relação no sentido de conhecer e descobrir o mundo físico possui um sentimento de afetividade. Dependendo de sua condição familiar e o ambiente que vive, esta “emoção” gerada o acompanhará pelo resto de sua vida
Afetividade como domínio funcional é uma das etapas que a criança percorre, Segundo WALLON (1981), um recém-nascido antes de instituir uma relação no sentido de conhecer, descobre o mundo físico, permanece por um período voltado a si mesmo, como se estivesse desenvolvendo determinadas habilidades para posteriormente interagir com o mundo.
A afetividade simples se manifesta em expressões motoras, que vai evoluir para o comportamento mais complexo, mais tarde a comunicação se diversifica através da linguagem, suprimindo em parte a sensibilidade orgânica pela sensibilidade oral, e assim a linguagem vai cada vez mais desenvolvendo a sensibilidade da criança, tornando a comunicação oral uma forte relação de negociação consigo mesma.
A afetividade estende-se às etapas evolutivas, sendo a primeira ligada à base orgânica refletida no bem estar ou mal estar, com início no estágio de impulso próprio, nos primeiros dias de vida do bebê. Com influência do meio, a afetividade orgânica se manifesta em gestos simples transformando-se em meios de expressão diferenciados refletidos no período emocional.
Podemos observar que na teoria Waloniana a afetividade é o ponto de partida do desenvolvimento do indivíduo. É a partir da organização do contato com o outro, que a criança cria um vínculo afetivo com a mãe através da amamentação que logo é substituído por uma relação mais estreita de contentamento tanto para a criança quanto para a mãe.
Nesse período, as relações familiares são de extrema importância para o crescimento e o desenvolvimento do homem, pois o meio é uma circunstância de modelagem e significação para o indivíduo. Aos poucos a diferenciação do meio social e suas mudanças passam a formar grupos que vão conquistando a afetividade de maneira diferenciada de si e dos outros, e consequentemente a base do seu próprio “eu”. Mas essa formação de personalidade, segundo WALLON (1981), acontece de forma gradativa passando por um processo que percorrerá os estágios do desenvolvimento.
Também inclui os sentimentos, a afetividade que é subjetiva tendo mais duração e maior significado. As emoções por sua vez são verdadeiros sintomas imediatos como fortemente orgânicos. Segundo WALLON (1981), a emoção deve ser diferenciada de algumas manifestações afetivas. Em sua teoria, verificamos que o relevante seria a emoção refletida na sala de aula, pois a escola muitas vezes só mantém a função de transmissora do conhecimento, ignorando o trabalho paralelo do desenvolvimento humano, relacionado ao aspecto cognitivo, pois na verdade, os aspectos afetivos são considerados como processos distantes da relação do conhecimento.
Assim é desconsiderada também a relação entre a afetividade e a inteligência, enquanto que os dois aspectos são concomitantes entre si, pois ao mesmo tempo em que a afetividade se estende ao desenvolvimento do indivíduo, a inteligência caminha paralelamente, a esse processo de desenvolvimento integrado.
O aspecto motor fica como uma ação que altera o desempenho cognitivo e intelectual, associando à falta de atenção e compreensão as regras na sala de aula.
A comunicação na relação educativa tende a eliminar esse aspecto, considerado uma ameaça no desenvolvimento da aprendizagem, concentração das crianças, interpretando a disciplina. De acordo com WALLON (1981), os movimentos podem gerar emoções e ser representados neles, facilitando sua aprendizagem.
A criança pode indicar estados emocionais, partindo dos movimentos por elas executados, e que devem ser levados em consideração no contexto da sala de aula.
Na verdade, as atitudes dos professores diante da alegria, do medo ou da tristeza são variadas, procurando mostrar ao aluno que o seu comportamento foi inoportuno naquele momento, e que o desagradou.
Por esse motivo, os professores necessitam ter acesso a mecanismos que reduzam a emoção, ou que ao menos os deixem menos vulneráveis a ela.
A representação é uma forma de reduzir uma crise emocional, algumas técnicas como dramatização, desenho, relato oral, podem ser usados com o intuito de resolver os conflitos que surgiram e proporciona a estabilidade emocional a todos.
Na teoria Walloniana o meio, tanto físico como social em que a criança vive é muito importante, exercendo uma grande influência no desenvolvimento da mesma.
Nas relações humanas, os estímulos cognitivos e afetivos são extremamente importantes na construção do sujeito.
Todo trabalho desenvolvido pelo professor na escola depende de envolvimento afetivo, por parte do trabalhador.
Esta relação afetiva trará enorme contribuição para a educação.
Segundo ANTUNES (2006, p.85):
O aluno sente que seus professores constituem equipe com uma finalidade e que esta se valoriza pela intensidade com que se respeita, respeita sua individualidade e a inteligência e age com espontaneidade afetiva.
Esta prática se faz necessária para o próprio exercício do processo educativo, não deixando de lado a realidade de que, enquanto seres humanos, os professores possam ter dificuldades para estabelecer relações afetivas com alguns os alunos, até porque estas interferências deverão ser resolvidas ao longo do seu trabalho, mesmo porque para isso deverão estar sempre em contato com novas metodologias, pois influirá em sua educação pessoal e profissional.
Vale-se dizer então que além das metodologias usadas deve-se prevalecer o bom senso do educador a respeito da utilização de novas técnicas na aprendizagem, ressaltamos a necessidade da existência de relações educacionais no ambiente da sala de aula. Sabemos que é mediante o estabelecimento de vínculos que ocorrem o processo de ensino – aprendizagem, mas estes vínculos precisam ser significativos e prazerosos.
Para que a aprendizagem aconteça é necessário que se institua em um ambiente onde o ajustamento afetivo seja a condição primordial.
Os estudos dos teóricos sobre afetividade, e a partir de pesquisas, perceberam a interação que existe entre o ambiente familiar e a escola como o segundo ambiente socializado
A criança que vive em ambiente familiar equilibrado e que lhe oferece e condições mínimas de experimentar e expressar suas emoções tem chances de lidar com maior
segurança tranqüilidade com seus sentimentos e pode, dessa maneira, trabalhar com seus sucessos e fracassos de forma mais adequada.
(MARTINELLI, 2001, p. 114)
Também na escola será apresentada aos alunos uma gama divergente de opiniões, pois nesse ambiente estarão inseridas diversas pessoas que pensam e agem distintamente.
De acordo com o princípio de globalidade, um dos pressupostos básicos da teoria sistêmica é que toda e qualquer parte de um sistema está relacionado com as demais partes, e a mudança em alguma delas provocará transformações nas demais e conseqüentemente afetará o sistema total.
Nesse sentido, a criança precisa envolver-se em um ambiente escolar de modo a sentir-se acolhida em todos os sentidos, para que seja possibilitado seu desenvolvimento em sua totalidade, sem descaracterizar suas origens.
A adaptação ao ambiente escolar, principalmente no início da escolarização, bem como as exigências demandadas por ela, pode ser motivo de muitas angústias e geradora de insegurança por parte dos sujeitos envolvidos nesse processo, que se vêem obrigados a
corresponder às exigências tanto dos pais quanto dos educadores. Seu desempenho, sempre colocado à prova, é visto como motivo de status e aceitação, tanto por parte dos adultos como por seus pares. Passar por uma situação de fracasso ou que coloque sua capacidade em dúvida pode gerar um desconforto e um sentimento de desvalorização, que uma vez prolongado pode gerar problemas mais sérios de adaptação da conduta, além de afetar de maneira intensa a confiança e o valor atribuído a si mesmo. (MARTINELLI, 2001, p.114).
Portanto, a criança deverá sentir-se segura, acolhida e protegida por todos envolvidos no seu processo de aprendizagem, e para tanto é necessário que a família, comunidade e escola estejam sempre presentes.
Partindo dessa teoria, verificamos a real necessidade da participação de que todos estejam comprometidos, e com o mesmo objetivo, demonstrando afetividade para que a criança possa ter condições de desenvolver plenamente seu cognitivo.
O aluno também não é mais o mesmo, ele interage com o mundo recebendo informações cotidianas através dos variados meios de comunicação.
Ele necessita desse processo para ativar seu conhecimento, movimentar seu corpo mobilizando-se para a aprendizagem
Na sociedade em que vivemos a família é o alicerce, o ponto referencial de qualquer criança. Portanto, falta da companhia dos pais, os maus exemplos dos mesmos podem acarretar problemas, nas escolhas de seus filhos, para o resto de suas vidas. Pois, a formação de seu caráter, suas expectativas, sua concepção do mundo gira em torno dos conceitos, que seus pais, sua família lhes ensinou. Mesmo que na idade adulta o filho decida seguir um caminho diferente daquele estipulado durante sua infância levará
sempre consigo os ensinamentos, os exemplos mais claros que lhes foram passados.
Portanto, uma criança que cresce em um ambiente de discórdias, pode sofrer duas reações, ou ela segue o exemplo de seus pais porque viu, aprendeu e não soube em sua adolescência que é uma fase de escolhas.
É nesta fase que o indivíduo mais necessita de compreensão e afetividade para que possa distinguir o certo do errado, ou ele passará a ver determinadas atitudes como algo monstruoso, algo que jamais faria em hipótese alguma.
Podemos observar, por exemplo, o caso de pais alcoólatras, pais usuários de drogas, etc. A criança cresce no meio dessa família, e fica sem saber o que é certo ou não, podendo formar dentro da sua mentalidade um horror ou uma entrega, uma aceitação momentânea que mais tarde trará sérias conseqüências.
Esta situação, e muitos outros fatores, podem envolver a criança e influenciar em sua formação, tornando difícil e demorada sua adaptação em sala de aula.
É a partir deste momento que a presença da professora vai fazer a diferença, em seu comportamento, seu aprendizado, sua socialização, sua auto-estima. A criança passa sentir que faz parte do processo em que está inserida.
Deve ficar claro que depende da afetividade da professora, para que o aprendizado desta criança seja efetivo.
Na realidade o professor, com sua compreensão e participação, passa ser um sujeito que faz parte da história pessoal de cada aluno, e não apenas um mero transmissor de conhecimento. Porque é a partir da interação entre aluno e professor, que se estabelecem as afinidades ou afetividade.
Com essas atitudes do professor, elimina ou diminui o fator de risco na aprendizagem de seus alunos.
Essa relação educativa do professor é a maior e pura demonstração de amor, carinho a profissão, e forma de afetividade aos seus alunos.
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O relacionamento é a artéria principal para fluir o conhecimento, é o facilitador que constrói alianças estratégicas que leva a empresa a ocupar um melhor espaço e ganhar mais. Por isso é tido como um novo capital, o capital do relacionamento.
Um exemplo prático é a Xerox que percebeu a importância de tirar o máximo de proveito dos seus ativos de conhecimento. Em razão disto desenvolveu um sistema de documentação chamado “Eureka”, onde milhares de técnicos interagem entre si para compartilhar suas experiências. Suas “Histórias de Guerra”, como assim chamam, colaboram para facilitar o diagnóstico e conserto das máquinas.
• Espaços que agregam!
As empresas, para gerenciar de forma eficaz e eficiente o Conhecimento que existe dentro dela, precisam criar espaços que agregam.
Uma empresa farmacêutica japonesa, por exemplo, tem um salão de chá onde as pessoas podem sentar tomar chá e discutir seus projetos com os colegas. Por meio desse contato social, ocorre a troca de conhecimentos.
Um laboratório Americano possui uma sala virtual chamada “Break Room”, na qual as pessoas interagem com piadas, avisos de compra e venda, receitas culinárias, datas de aniversário e outras coisas do gênero. A assistente do presidente da empresa, diz por que isso é necessário: “Precisamos que as pessoas ajam como uma comunidade, é por isso que as empresas oferecem coquetéis, recepções, almoços e jantares em eventos empresariais. Pessoas precisam se relacionar com outras pessoas para trabalharem bem juntas, compartilhando assim suas experiências”.
Hoje, criar um espaço que as pessoas se relacionem bem, para aí então compartilhar o conhecimento, torna-se uma questão crucial, pois de acordo com a pesquisa sobre gestão do conhecimento, 40% dos entrevistados disseram que desejam efetivamente compartilhar seus conhecimentos, mas não têm tempo para fazê-lo.
www.menegatti.srv.br - menegatti@menegatti.srv.br
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