sexta-feira, 5 de junho de 2009

Web como diversão aumenta produtividade no trabalho?

Estudo realizado na Universidade de Melbourne (Austrália) afirma que desempenho de pessoas que navegam na internet por lazer enquanto trabalham pode ser 9% superior ao de quem não tem este hábito. Especialista contesta resultados
Rodrigo Capelo/MBPressDiante da alta competitividade do mercado, não é raro que, para garantir o foco de seus colaboradores, determinadas empresas proíbam o acesso a websites que proporcionem algum tipo de lazer durante o expediente. A iniciativa, contudo, pode ter efeito contrário e impedir que profissionais ganhem produtividade, conforme sugere pesquisa feita na Austrália, pela Universidade de Melbourne.O estudo, comandado pelo pesquisador Brent Coker, analisou o comportamento de 300 funcionários e concluiu que a produtividade de quem acessa a internet para divertir-se durante o trabalho pode aumentar em até 9%. “Os resultados demonstram que, com limites, esses indivíduos não são prejudiciais à produtividade da empresa”, afirma Coker, em entrevista exclusiva ao site Você com mais Tempo.No entanto, o consultor e autor do livro “Tríade do Tempo”, Christian Barbosa, contesta os métodos utilizados na pesquisa. “Além disso, acredito que o risco de gastar 20% do dia com atividades circunstanciais para ter um ganho de apenas 9% pode ser muito perigoso.”Com base nos resultados, entretanto, Brent Coker defende que é necessário estabelecer limites para que existam benefícios na produtividade profissional. “A pesquisa demonstra que se o indivíduo gastar mais de 10% ou 15% do dia com lazer na rede, isso poderá impactar negativamente seu desempenho no trabalho”, alerta.Para Barbosa, especialista em produtividade e gestão do tempo, este é justamente o maior risco do lazer na internet. “Em chats como o MSN ou o Orkut, é comum não saber a hora certa para dizer ‘não’ e interromper a conversa, e isso gera perda de tempo”, prossegue. Ele avalia que o limite de tempo a ser gasto com a diversão na internet varia de pessoa para pessoa.O pesquisador Brent Coker considera, ainda, que as empresas deveriam ser mais flexíveis em relação ao assunto. “As companhias poderiam monitorar o uso da internet, em vez de bloquear completamente o acesso”, sugere. Nesse ponto, o consultor concorda com o australiano e defende o que chama de “liberdade limitada”. “Liberar tudo é errado, mas proibir tudo também”, explica Barbosa. “Temos de procurar o meio-termo.”Portanto, a corporação, antes tomar medidas drásticas, e o funcionário, para evitar o exagero, devem refletir sobre a questão. A busca pelo equilíbrio e o bom entendimento entre os envolvidos, novamente, é o mais indicado. “O ideal é buscar o que é melhor para a empresa e para o profissional”, finaliza Christian Barbosa.

Nenhum comentário: